Telefones
09/12/2011

Hesitei se deveria abrir esta fala pelo princípio ou pelo fim, isto é se poria em primeiro lugar o início ou o final dessa jornada, resolvi que o escrito ficaria assim, mais original começado pelo final. Brás Cubas, também utilizou esse método, porém, o fez quando já estava morto, com seu livro “memórias póstumas de Brás Cubas”, mas nós, estamos vivos e bem vivos graças a Deus. Ao começar pelo fim me dei conta de que estarmos aqui hoje, no término deste curso na verdade, não é fim de coisa nenhuma. É o princípio. Portanto, para compreender esse final-começo me sujeito a contar a  história de vocês da maneira tradicional: fazendo um retrospecto.

Há três curto-longos anos  entraram pelas portas da FAER, um universo desconhecido pra muitos, familiar para alguns e extremamente excitante para todos.
As faces desconhecidas os assustavam ao mesmo tempo em que os convidavam a se aproximar. As expectativas em torno dos colegas, dos professores e do próprio ambiente foram muitas.

Enfim, a empreitada começava. Descobriram que a estrada não é tão larga, nem tão fácil, nem só plana,  mas que com algum esforço e com ajuda pode-se passar com sucesso. Fizeram pequenos grupos com aqueles que tiveram mais afinidade de alguma forma. Mas os pequenos grupos são como líquidos e se moldam de acordo com as necessidades. Às vezes ficaram grandes, desmancharam, recompuseram, transformaram-se e assim transformando e modificando as pessoas também, lhes fazendo crescer e se auto-conhecerem.
E a jornada continuou e as pedras começaram a surgir. (...) no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho … Já dizia Drummond em uma poesia.
Muitas coisas mudaram, mas ainda tinham  por meta ‘o conhecer’. Nos corredores da FAER, agora não há mais estranhos: encontraram com Piaget, Freire, Gardner, Platão e Aristóteles, e muitos outros que se tornaram íntimos pelo TCC

Tudo ia até tranquílo, aí chega o período bombástico, quer dizer monográfico,tanto faz, o efeito é o mesmo, UM PAVOR,  o terrível e temido TCC, onde os neurônios estão já loucos, os sentidos confusos e os humores a beira da loucura, como em uma INTENSA TPM (mesmo para o Tiago). Mas, vocês enfrentaram mais esta luta, pois não são “mulheres saco de batatas” são mulheres FUDIDAS e homem “arretado”. Depois de passado todo o TERROR da apresentação, o frio na barriga, a dor de estomago, o choro, e os Rivrotril da vida, tudo volta ao lugar, inclusive os ditos neurônios. Agora que já estão quase normais, mais ou menos, porque de normais vocês não têm nada, os próprios colegas de sala parecem mais próximos. Não há mais pequenos grupos. O grupo é um só: O Terceiro ANO DE PEDAGOGIA DA FAER. E agora este grupo está se preparando pra se despedir dessa convivência de 3 anos. É um grupo que carrega uma bagagem infindável de nomes, obras, conhecimentos, experiências, histórias, alegrias, tristezas, choros, risadas, gargalhadas e muitos “bafos e micos”… E ao fim desses três anos e início do resto de suas vidas terão a consciência do que é ser um Pedagogo: ser pedagogo  é ter o amor como ferramenta de trabalho.

Eu estou imensamente feliz por fazer parte da história de vocês, gosto de cada um de uma maneira especial, e cada um desta sala tem de mim o olhar que necessita: ás vezes de mãe, outras de amiga, algumas vezes um olhar de gargalhada, um de admiração, um de emoção, um de admiração, um de cumplicidade, um olhar de respeito, isso, respeito pelas pessoas Maravilhosas que são, e respeito pelo carinho que enxergo em cada um de vocês. Tenho muito orgulho de falar que são minhas colegas e meu colega de trabalho. Amo vocês!!!!

Alegria de viver

 

Celebre a vida!...
Cante... Cultive... Encante...
Sorria... O sorriso contagia!...
Eleve o tom
E grite ao mundo
O quanto é profundo
O amor que sente por ela!
Não fique a espera...
Acelere... Busque seus sonhos...
Corra atrás da alegria
Que surge com o nascer do dia...
E caminha entre risos e sorrisos
Procurando sempre por você...
Não fique a mercê
De tristezas e melancolia...
Saia desta apatia...
Agarre a felicidade!...
Ela não tem sexo, nem idade...
Mas tem o perfume da flor...
Tem o brilho do amor...
Tem luz e tem cor!...

Encante-se com ela!...
Abra portas e janelas
E deixe-a entrar
Junto à brisa que afaga!...
Junto ao sol que ilumina!...
Abra os braços...
Receba-a num terno abraço!...
Ela aquece o coração...
Embrenha-se na emoção...
E pousa lá no âmago
Do seu ser, sem alarde...
Apenas te faz conhecer
A magia de ser feliz
E de viver!...

 

Carmen Vervloet


Fotos:



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